Roteiro Nacional para a Adaptação 2100

O projeto atualiza os cenários climáticos de referência para Portugal, bem como a avaliação de riscos climáticos.

Foi concluído e apresentado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 (RNA 2100), um trabalho que avalia a vulnerabilidade de Portugal às alterações climáticas, bem como a estimativa dos custos dos setores económicos na adaptação aos impactos esperados das alterações climáticas até 2100.

Iniciado em 2020, este projeto foi co-financiado pelo EEA Grants e coordenado pela APA, tendo contado com o apoio da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) a Direção-Geral do Território (DGT), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o Banco de Portugal (BP) e a Direção Norueguesa de Proteção Civil (DSB).

O Roteiro aborda a situação do país até ao ano de 2100 em relação a cinco riscos climáticos: a seca, a escassez de água, os incêndios rurais, a erosão costeira e o galgamento e inundação costeira. Considera de um modo geral que estamos perante um crescente agravamento das disponibilidades hídricas na generalidade das regiões hidrográficas portuguesas e que as alterações climáticas poderão afetar tanto as necessidades de irrigação como a produtividade das principais culturas cultivadas no território nacional, o que poderá resultar em perdas económicas não desprezíveis. Ao nível dos incêndios, os resultados demonstram um aumento do número de dias com perigo meteorológico extremo, sendo as projeções globais de meio do século e final do século particularmente preocupantes.

Relativamente às zonas costeiras, o impacto ao nível dos processos de erosão e inundações costeiras, ocorre sobretudo devido a alterações nos níveis da água, motivadas pela subida do nível médio do mar, mas também pela sua combinação com marés, sobrelevações meteorológicas e agitação marítima. Estes fenómenos colocam em risco pessoas e bens, tendo sido identificados vários municípios com elevada incidência de edifícios e pessoas vulneráveis.

O Roteiro explorou ainda a componente económica da adaptação e os custos da inação, tendo produzido um guia de orientações e boas práticas sobre a integração da adaptação às alterações climáticas nos instrumentos de planeamento territorial de nível municipal.

Aceda aos resultados detalhados do projeto e a todas as informações na página da iniciativa.

Data / Período:

1 Jul 2024

Tema(s) (Agenda Urbana UE):